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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Prece da criança

Sinto falta da bolinha de gude entre os dedos
Da boca toda lambuzada de chocolate,
De pirulito,
De picolé.
Não deixo de lado o vento
Que corre pela janela adentro do carro
Ou ônibus
Faça sol, faça chuva
Sempre venta com o veiculo em movimento.
Ainda não deixo de dar atenção as brincadeiras de criança.
Ao diálogo entre um adulto e um mini adulto.
Aos jeitos.
Aquele sorriso mais doce e sincero do mundo.
Sorri com o imaginável de engraçado.
Vê graça onde vemos nada.
Tem pique e energia pra mais de horas.
É doce, pura e ingênua.
É doce criança.
O espirito permanece a quem nunca deixou de ser criança.
À aquele que pede e mede sem esforços.
À aquele que sorri e transmite a pureza, rara na fase adulta.
À aquele que pede em prece, e em prece é atendido.
E espirituosamente criança,
Entende outra criança
Brincam de carrinho
E jogam vídeo game
Uma criança e uma criança grande.
Á aquele que nunca deixou de ser uma criança.

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