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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

E se chama amor



Pensamento , pensamento onde estás?
Ronda –te no pureza da alma das flores e nos ninhos.
Guarda – te solenemente na calmaria das coisas.
Zomba – lhe da vida, dos encontros e desencontros.
E se chama amor.
A figura cobre o pensamento por mais de oito vezes ao dia.
O encontro é marcado e subestimado em aparições. Sejam aqui, ali ou virtual.
Sempre existem encontros.
Por mais que sejam virtuais sinceramente afirmando.
Existem encontros.
E como são gostosos os encontros.
A letra bordada,
O gesto em carinho de palavras.
O silêncio.
A quebra do silêncio.
É muito cedo pra se chamar amor.
Existem atrações.
Espetáculos e promoções.
O encontro nunca acontece.
Seja por horário, dias e falta de semestre letivo.
O desejo é reciproco.
Pronto para o amor. ( Eu )
Pronto pra amar de novo .  ( Ele )
E juntos trocam olhares engessados por fotos.
Que  imponha o ângulo e a pose perfeita,
E ele, delicie a cada cor a cada gesto.
Eu faça o mesmo.
O desejo da carne se torna maior.
Carne nervosa que se chama amor.
Carne de coração .
Carne de carneiro.
Tanta coisa acontece e entre pensamentos.
Sua figura surge.
Isso se tornará amor.
Se muita coisa acontecer.
Ou nada.
Se o encontro acontecer.
Se os preparativos acontecerem.
E quantos são os preparativos.
O corpo promove a busca pela condição de apresentação.
O perfume, a pele e o desejo tem de conquistarem
O local, a hora e o desfecho que ficam por conta
Do destino.
O corpo tem de atrair.
Mudanças deverão de serem feitas.
Manutenções, propriamente dizendo.
Pele , nuca e cabelo prontos para o encontro.
E quando será o encontro?
Isso se chama amor, porque é o que sinto em palavras inteiras.
É quem escolhi pra viver minha próxima e futura história.
E quanto não quero chamar de amor essa história.
O encontro ainda não sei..
Assim que arrumar minhas malas e carregar meus livros.

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