Powered By Blogger

sexta-feira, 16 de março de 2012

Boa noite cinderela



Não sei o que sinto e o que faço. De um lado uma coisa, do outro, outra. Fico dividido ao meio e depois em quatro pedaços e depois em seis. Um deles vos fala, ou todos juntos, ao mesmo tempo coordenadamente. Sinto falta de tempo. De tempo de não fazer nada. Já que desde então tudo é um ciclo, semanas e alguns meses se passaram e me encontro sobre a ponte. Não sei se vou ou se fico. Queria ir e ficar ao mesmo tempo, do meu jeito. Só não sei se será aprovado. Mas me sinto bem diante de total indecisão. Aguardo o resultado de um edital para total mudança. Ganhar menos e respirar ar livre. Ficar mais sem dinheiro do que consigo atualmente. Existe uma chance de ascensão, mas sinceramente, não sei se vale a pena o sacrifício de ideias e tempo que nem tenho. Mas preciso ir ao dentista e fazer línguas, varias delas. É um investimento em carreira. E não um investimento particular. Está decido. Nós noventa e seis partículas, decidimos por hora, a aprovação do edital. Mas nada impede de um bom trabalho em exercício. Ainda continuo com minhas dúvidas, minhas predileções e alguns medos. Já não possuo a mesma coragem, nem os fios de cabelo que possuía anteontem. A puberdade me incomoda de certa forma, falta ou excesso hormonal. Falta de amor e dinheiro em conta corrente. Ainda não encontrei o equilíbrio, puta sacanagem. Se o virem por aí diga que estou a sua procura. Devo estar indo a léguas sentido contrário. À esquerda ou à direita. E nesse caminho vou, e nesse embalo vou, cantando e dançando a musica que eu quero ouvir.  Quanto a decisões existem um monte delas, toda ação é resultado de uma decisão. Pronto! Vou fechar a mala e partir noite adentro para minhas lembranças e a prática de decisões arbitrárias.

terça-feira, 13 de março de 2012

Despertar


Posso afirmar que já vivi oito estações nesses últimos vinte dias. De encontros e muitas pessoas reunidas. De conversas, contestações, vivência.  De aprendizado constante e um coletor de informações ágil a qualquer palavra lançada ao vento. Aprendi a não aprender, trouxe uma mala que me serviu de uma estada sólida e altruísta. De agrados e maus agrados. De felicidade contínua inerente ao frio que faz lá fora. Mas se for preciso enfrenta-lo, trago minha blusa azul.  Sinto-me aquecido por hora. Incentivado e com uma certeza. A de que daqui não saio. Daqui ninguém me tira. Nunca tive a certeza em formar, sempre buscava e agora?
  Encontrei um monte de palavras e sopinha de letrinhas. Tanta coisa pra aprender, que ás vezes a noite reviro a geladeira em busca de conhecimento. Mas nada encontro, a não serem rótulos e suas cores. Nuca mais pegarei um jornal sem analisá-lo de forma empírica. E sim, vou comprar mais de um jornal no dia.  Sinto assim meio sem forma, mas envolto de um bolo. Delimita, mas não possui forma. Somente pertenço. A forma, se dará no amanhecer do dia.