Posso afirmar que já vivi oito estações nesses últimos
vinte dias. De encontros e muitas pessoas reunidas. De conversas, contestações,
vivência. De aprendizado constante e um
coletor de informações ágil a qualquer palavra lançada ao vento. Aprendi a não
aprender, trouxe uma mala que me serviu de uma estada sólida e altruísta. De agrados
e maus agrados. De felicidade contínua inerente ao frio que faz lá fora. Mas se
for preciso enfrenta-lo, trago minha blusa azul. Sinto-me aquecido por hora. Incentivado e com
uma certeza. A de que daqui não saio. Daqui ninguém me tira. Nunca tive a
certeza em formar, sempre buscava e agora?
Encontrei um
monte de palavras e sopinha de letrinhas. Tanta coisa pra aprender, que ás
vezes a noite reviro a geladeira em busca de conhecimento. Mas nada encontro, a
não serem rótulos e suas cores. Nuca mais pegarei um jornal sem analisá-lo de
forma empírica. E sim, vou comprar mais de um jornal no dia. Sinto assim meio sem forma, mas envolto de um
bolo. Delimita, mas não possui forma. Somente pertenço. A forma, se dará no
amanhecer do dia.

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