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terça-feira, 13 de março de 2012

Despertar


Posso afirmar que já vivi oito estações nesses últimos vinte dias. De encontros e muitas pessoas reunidas. De conversas, contestações, vivência.  De aprendizado constante e um coletor de informações ágil a qualquer palavra lançada ao vento. Aprendi a não aprender, trouxe uma mala que me serviu de uma estada sólida e altruísta. De agrados e maus agrados. De felicidade contínua inerente ao frio que faz lá fora. Mas se for preciso enfrenta-lo, trago minha blusa azul.  Sinto-me aquecido por hora. Incentivado e com uma certeza. A de que daqui não saio. Daqui ninguém me tira. Nunca tive a certeza em formar, sempre buscava e agora?
  Encontrei um monte de palavras e sopinha de letrinhas. Tanta coisa pra aprender, que ás vezes a noite reviro a geladeira em busca de conhecimento. Mas nada encontro, a não serem rótulos e suas cores. Nuca mais pegarei um jornal sem analisá-lo de forma empírica. E sim, vou comprar mais de um jornal no dia.  Sinto assim meio sem forma, mas envolto de um bolo. Delimita, mas não possui forma. Somente pertenço. A forma, se dará no amanhecer do dia.

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