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terça-feira, 4 de outubro de 2011

E mais uma vez, estou aqui. Voltei do mundo, com varias presas, dentre elas duas faculdades, bolsas e o que tiver direito, como uma cidade nova pra morar, pessoas novas algo merecido, ou duvidosamente traçado pelo destino. Talvez efusivamente satisfeito. Cheio de graça, alegria e amor, e eu tenho medo disso.      Lembra quando algum amigo, disse que o céu quando está muito lindo, este causa medo por ser bonito demais. Eu sinto isso pelo que passo, e o medo se torna maior com o passar dos dias pois mais bonito fica. E mais bonito ficando, com mais medo eu fico.
   E no final eu sinto que nada sinto. Deixo- me sentir pelas emoções não não são delimitadas, hoje pergunto-me insistentemente se tudo isso é reflexo de um transtorno bipolar, e quando isso vai acabar. Na verdade não sei afinal nem motivos possuo para tal oscilação emocional, a não ser as que questiono por existirem ou por parecerem existir. Odeio ser como sou por que essa amplidão de domínios se estes me levam ao profundo questionamento e a nenhuma resposta.
  Não vou questionar mais, prometo, e também prometo não mais respirar. Sinto falta destes questionamentos porque a vida não separa estes momentos únicos para serem vividos, você os vivencia como matéria optativa, você faz se quiser.
  Concluindo daqui a cinco árduos anos serei um engenheiro, não me pergunte onde está o advogado, pois nem o engenheiro eu sei lhe responder, este está enraizado em causas que eu desconheço desta passagem. Não me lembro de qual vida eram mas me pertencem, fico triste em possuí-los todos menos o de agora, sem características adjacentes apenas adjetivos próprios, pátrios, soltos como num rede moinho no alto de um vazio que ocupa a gaveta.   E a gaivota que rondava a minha praia hoje ronda os desenhos estampados na minha retina cega com sua cor mais vibrante, o branco. . E hoje não mais amanha , será o vazio o escuro e o metido, onde na selva. Entre leões e letras e sopa, e maldita vizinha que canta nessa efusão tão louca que nem sei como se chama.

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